Virmondes lança movimento contra fim do parcelamento sem juros no cartão

Hellenn_Reis247

Parlamentar está preocupado com situação que atinge todo cidadão brasileiro e pequenos empreendedores

Durante a sessão plenária desta quarta-feira, 8 de novembro, o deputado Virmondes Cruvinel (UB), que é presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, fez uso da tribuna para propor a instalação do movimento contra o fim do parcelamento sem juros pelo cartão de crédito (PSJ).

“Estou preocupado com a situação que tenho visto, não só em Goiás, mas no Brasil. Vamos começar aqui um movimento contra o fim do parcelamento sem juros nas compras por cartão de crédito”, informou, ao se referir à situação defendida pela Federação Nacional dos Bancos (Febraban).

“Essa é uma realidade que atinge todo cidadão brasileiro, que usa o cartão, parcela e consegue fazer suas aquisições. E, além disso, tem ferido, muitos empreendedores”, reiterou Virmondes.

O deputado prosseguiu ao comentar que, “ele (parcelamento sem juros) permite que se adquira produtos e serviços de forma mais acessível e ajustada a qualquer orçamento, enquanto oferece ao comércio e prestadores de serviços uma linha de crédito mais econômica para o capital de giro”.

Cruvinel destacou que, as entidades já formam uma grande mobilização para defender a manutenção do PSJ. Ele prosseguiu em sua fala informando vários dados sobre essa modalidade de crédito no país:

“O parcelado sem juros movimenta  R$ 1 trilhão (10% do PIB),  e tornou-se essencial para o varejo brasileiro.”

“Pesquisa da Confederação Nacional do Comércio (CNC) destaca que 9 em cada 10 varejistas adotam o PSJ como estratégia de vendas.”

“Segundo o Datafolha, 75% da população fez uso da modalidade em 2022.” 

“O Instituto Locomotiva revelou que cerca de 115 milhões de brasileiros alcançaram seus sonhos de consumo por meio do PSJ e que 42% das pessoas reduziriam seus gastos pela metade caso não possam parcelar sem juros.”

“Dados do Sebrae apontam que 39% dos donos de pequenos negócios usam esse crédito como financiamento.”

A extinção do PSJ é uma proposta da Febraban, em resposta a uma demanda colocada pelo governo federal: a redução dos juros do cartão de crédito. O Banco Central também entrou no debate, sugerindo a possibilidade de limitar o parcelamento sem juros a 12 meses. 

Para Virmondes, o debate não pode ficar só na mão do mercado financeiro. “É preciso considerar o impacto social”, alertou.

Algumas entidades já mobilizadas: CNC, Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), a Proteste (consumidores), Abad (atacadistas), Abrasel (bares e restaurantes), Afrac (automação comercial) e Anamaco (material de construção).

O deputado pontuou ainda que, o Sebrae também entrou na briga: fim do PSJ  pode ser um desastre para as micro e pequenas empresas, que são pilares fundamentais da geração e rena e emprego no Brasil.

“Manter o PSJ é fundamental: desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável. Acesso ao consumo para milhões de famílias brasileiras”, sublinhou.

Compartilhe nas redes sociais

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Deixe um comentário

PARTICIPE DO MANDATO

FALE COM A GENTE

Ou preencha o formulário que entraremos em contato

FALE COM A GENTE

Ou preencha o formulário que entraremos em contato