A Comissão de Empreendedorismo e das Cidades Inteligentes da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás encerrou 2025 consolidada como um dos principais espaços de diálogo entre Parlamento, setor produtivo, academia e sociedade civil. Presidida pelo deputado estadual Virmondes Cruvinel, ampliou sua atuação, ao não se restringir a reuniões formais, além disso, tornou-se protagonista na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico, à inovação e à modernização do Estado.
Ao longo do ano, a comissão manteve uma agenda contínua, com atividades na capital e no interior, envolvendo reuniões institucionais, palestras, visitas técnicas e participação em eventos setoriais. Comércio, indústria, tecnologia, saúde, educação e economia criativa estiveram entre os setores atendidos, o que reforça a pluralidade de pautas atendidas.
Um dos principais destaques de 2025 foi o enfoque na ampliação de crédito e fomento ao empreendedorismo. Em parceria com a Goiás Fomento, o colegiado colaborou na divulgação do programa Mais Crédito, ao informar e orientar micro e pequenos empreendedores sobre o benefício, em especial nos municípios do interior do estado. Participou ainda da entrega dos cartões do Crédito Social Tech e da Bolsa Profissionalizante, iniciativas que combinam inclusão social, formação e estímulo ao empreendedorismo.
O diálogo com o setor produtivo organizado foi intensificado. Entidades como Fecomércio, FIEG, ACIEG e sindicatos setoriais integraram as agendas voltadas à discussão de carga tributária, burocracia, crédito, qualificação profissional e sustentabilidade. As demandas levantadas serviram de subsídio técnico para futuras proposições legislativas.
A inovação foi tratada como eixo transversal. A comissão defendeu políticas públicas capazes de incentivar a pesquisa aplicada, reduzir entraves regulatórios e criar um ambiente favorável ao crescimento das empresas de base tecnológica. Participou de agendas estratégicas do ecossistema tecnológico, como encontros na Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação e Inovação do Brasil (Assespro) e o Healthtech Day, promovido pela ACIEG. Startups, saúde digital, bioeconomia, inteligência artificial e hubs de inovação estiveram no centro dos debates, com defesa de políticas públicas que incentivem pesquisa aplicada e reduzam entraves regulatórios.
A educação e a formação de capital humano também foram tratadas como prioritárias, o que foi reforçado com a participação em palestras e encontros em instituições como a Unigoiás e a Universidade Federal de Goiás (UFG) e acentuam a importância da integração entre academia, mercado e poder público. Ao defender a educação como pilar do empreendedorismo e da inovação, o colegiado destaca a necessidade de formação qualificada para os desafios contemporâneos.
Outro eixo relevante tratou da transformação digital e as cidades inteligentes. A participação no Congresso Goiano de Direito Digital demonstrou a preocupação com a atualização dos marcos legais diante da inteligência artificial, da proteção de dados e das novas relações econômicas. A comissão defendeu ainda uma regulação equilibrada, capaz de garantir segurança jurídica sem sufocar a inovação, e destacou a desburocratização digital como ferramenta de eficiência administrativa e melhoria dos serviços públicos.
Para 2026, a perspectiva é de ampliar as ações no interior, fortalecer a agenda de inovação e tecnologia, e avançar no debate sobre cidades inteligentes, prosseguir com as parcerias institucionais e transformar as discussões em proposições legislativas concretas.



